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Como fica a comunicação e o marketing na crise?

Já faz tempo que a crise começou e, com ela, tantas mudanças, planos, decisões, estratégias e preocupações que, por vezes, não lembramos ou sabemos que existem.

O cenário atual pode ser resumido como um verdadeiro circo. Não importa mais a área de atuação, pois na verdade, somos todos malabaristas e/ ou mágicos.

As ‘estratégias de crescimento’ se tornam ‘estratégias de sobrevivência’. Todas as ideias são analisadas e calculadas inúmeras vezes antes de ser colocadas em ação e assim, aos poucos, são identificadas as melhorias, os cortes, as economias e tudo aquilo que, no momento, é considerado ‘supérfluo’. Porém, muita calma nessa hora! Nem tudo é possível contabilizar. O marketing e a comunicação, por exemplo, muitas vezes são intangíveis.

Cada dia que passa mais e mais empresas estão terceirizando os departamentos dessas áreas ou até cortando completamente , pois eles chamam de ‘despesas’ (e não investimentos). Tudo bem, entendo que cortes são necessários, mas é preciso tomar medidas tão drásticas? Uma coisa é reduzir o departamento, redistribuir as tarefas e terceirizar o que é possível. Outra coisa é deletar todo o trabalho que é (ou era) feito, pois dependendo da dimensão da atuação do departamento, isso pode ser muito sério.

Existem diversas agências capazes de atender com eficácia as necessidades de marketing digital, assessoria de imprensa, e outros serviços, por exemplo. Além disso, caso a medida tomada seja extremamente agressiva, como acredita que ficará o seu público-alvo com o sumiço da marca/ produto/ serviço?

Lembre-se: “Não consumimos produtos, mas sim a imagem que temos deles” – Philip Kotler

Não só a qualidade é observada pelos consumidores e clientes, mas também a empatia com as marcas, suas atitudes, comportamento.

E quando a comunicação interna é terceirizada? Neste caso, é fundamental ter em mente que o engajamento dos colaboradores ficará comprometido, uma vez que as mensagens não serão mais eficazes, assertivas e o relacionamento com colaboradores (baseado na cultura e nos valores) também não existirá. Hoje, por conta da crise, a necessidade principal é estar empregado. Não há tanto foco na qualidade de vida, benefícios e relacionamento na empresa – eu disse que não há tanto foco, não que isso não importa mais. Porém, acredito muito que, com a melhoria do cenário (sim, isso ainda acontecerá), as empresas que desvalorizaram seus colaboradores ou áreas sofrerão com o engajamento e dedicação uma vez que estes procurarão por oportunidades melhores.

Uma boa opção é realizar uma análise SWOT. Manter o que for essencial para a cultura e terceirizar o que for mais voltado a prestação de serviços. Excluir o marketing e a comunicação de vez? É preciso muita cautela, pois pode ser irreversível.

Fonte: Blog Primeiro Marketing